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Enchente que devastou Tubarão e região completa 41 anos hoje

Nascente do Rio Tubarão em Lauro Müller (Foto: Divulgação)
Nascente do Rio Tubarão em Lauro Müller (Foto: Divulgação)

O dia de hoje será de lembrança e saudades daqueles que partiram na maior tragédia de Tubarão: a enchente de 1974, que completa 41 anos. Na época, foram 199 mortos e 65 mil desabrigados, além do rastro de destruição na cidade.

Em memória, prevenção e reação eficiente, o município de Tubarão, junto com parceiros, realiza hoje o 7º Seminário da Enchente de 74. A ação ocorre no auditório da Amurel a partir das 8h30. Além desta ação, outras atividades estão previstas durante todo o dia.

O Seminário da Enchente é realizado anualmente em cumprimento à lei 3289/2009, de autoria do então vereador Maurício da Silva.

A ação é promovida pela prefeitura através da secretaria de Proteção e Defesa Civil, além do Conselho Municipal de Segurança, Câmara de Vereadores e Associação Regional de Engenheiros e Arquitetos de Tubarão (Area/TB). Às 15h pontualmente, horário em que as chuvas chegaram devastando Tubarão em 74, os sinos da Catedral Diocesana ressoarão. Um pouco antes, às 14h45, o Corpo de Bombeiros, polícias Militar e Civil, Exército e Defesa Civil passarão em cortejo, com giroflex e sirenes ligadas, em homenagem às vítimas da grande enchente. O cortejo sairá da avenida Patrício Lima, seguindo pela rua Marechal Deodoro até a ponte pênsil, retornando pela avenida Marcolino Martins Cabral e posteriormente pela ponte Dilney Chaves Cabral.

Ainda para homenagear as vítimas daquele dia, assim que o cortejo passar pela Casa da Cidade, localizada na avenida Marcolino Martins Cabral, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) soltará balões com as cores da bandeira do município.

O tema também será discutido em uma palestra para alunos do 4º ano da rede municipal na Escola Municipal de Educação Básica João Hilário de Melo e EMEB Francelino Mendes.

Foram 199 mortos e 65 mil desabrigados

Em 1974, uma enchente em Tubarão deixou 199 mortos e 65 mil desabrigados. O rio que dá nome ao município subiu 10,22m depois de dois dias de chuvas ininterruptas. A água baixou apenas dois dias depois e 90% dos moradores perdeu tudo o que tinha.

Defesa Civil: Tubarão está preparada para enfrentar nova enchente

A enchente de 1974 deixou marcas profundas nos tubaronenses. Alguns perderam casa, carro e o mais doloroso, familiares. Foram 199 pessoas mortas e 95 mil desabrigadas. Por isso, a população está sempre preocupada quando ocorrem fortes e intermitentes chuvas na cidade e, inclusive, acompanha o nível do Rio Tubarão.
De acordo com o secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Marques, Tubarão está preparada para enfrentar um novo desastre. “Estamos trabalhando para tal. Várias ações foram feitas para enfrentarmos um evento extremo, como um levantamento das áreas de risco, criação de uma Rede de Monitoramento de Nível do Rio e de Pluviômetros, bem como uma estação meteorológica”, explica.

Entre os trabalhos realizados na Defesa Civil, foi feito um cadastramento de moradores de áreas de risco e foram distribuídos panfletos. “Também elaboramos o plano de contingência e o apresentamos em dezembro de 2014, entre outros itens”, ressalta Rafael.

No caso de um possível transbordamento do Rio Tubarão, reforça o secretário, dentro do plano de contingência há o Grupo de Ações Coordenadas (Grac), do qual o departamento de comunicação da prefeitura faz parte. Eles, então, serão responsáveis por distribuir à imprensa as condições monitoradas pela secretaria de Proteção e Defesa Civil. Afinal, não vamos avisar que o rio transbordou. Deveremos passar informações antes do fato ocorrer”, revela.

Segundo ele, a pasta ainda está equipada com duas embarcações motorizadas, uma pick-up com tração 4×4, além de funcionários qualificando-se com cursos na área. Atualmente, 32 locais foram cadastrados como abrigos e em cotas superiores às atingidas em março de 1974.

Com informações do jornal Diário do Sul

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